Descubra a verdade por trás da frase “são poucos os que se salvam” e entenda o que Jesus ensinou sobre a salvação, o esforço espiritual e o caminho para não se perder.
Uma vez eu estava participando de uma concelebração. Havia ali muitos sacerdotes, e o padre que estava celebrando a missa começou a dizer assim: “Jesus nunca mandou ninguém para o inferno.
No entanto, a Igreja nunca mandou ninguém para o inferno.” Eu fiquei assustado. Na minha cabeça já veio, né, a linguagem de quem fala da questão de pessoas que vão para o inferno.
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Este pregação do Padre José Augusto é a pura verdade. Sugiro assistir até o final. Depois irá agradecer!
O ensinamento da Igreja sobre os novíssimos
Aí me veio o Catecismo da Igreja, que fala que, quando trata dos novíssimos, que estão relacionados ao nosso fim.
Ou seja, ao julgamento pelo qual todos nós teremos que passar, é Jesus quem dará a sentença: se vamos para o céu ou para o inferno. Aqui eu não quero entrar no detalhe do purgatório, mas colocar só esses dois.
E a condenação é para quem não agiu bem neste mundo, não andou conforme os mandamentos de Deus: irão para o inferno.
Entretanto, aqueles que foram fiéis irão para o céu. E ali, na parte que fala do inferno, diz que aqueles que caem em pecado mortal e morrem sem o devido arrependimento vão para o inferno.
Testemunhos de santos sobre o inferno
Já veio na minha cabeça Santo Agostinho, que também fala disso.
Nossa Senhora de Fátima, que mostrou o inferno para Lúcia.
Santa Teresa d’Ávila, que teve uma experiência do inferno, e ali aconteceu a verdadeira conversão dela.
Dom Bosco, que teve sonhos em que foi ao céu, ao purgatório e ao inferno, e viu até crianças no inferno..
Aí eu me acalmei e disse: “Bem, esse padre não está falando a verdade.”
E podem acreditar numa coisa: quando você ouvir alguém negando o inferno e dizendo que todo mundo vai se salvar, essa pessoa evita encarar a verdade. Muitas vezes, prefere negar a realidade em vez de mudar de vida.
Jesus a caminho de Jerusalém: o sentido do sacrifício
No Evangelho, quando se diz que Jesus estava a caminho de Jerusalém, significa que Ele está indo para sua entrega final. É a última semana. Ele vai se oferecer pela nossa salvação.
Na cruz, ao dizer: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, Ele abre a salvação para todos. Mas essa salvação depende da nossa resposta. Se eu vivo longe de Deus, não acolho essa salvação.
Se eu continuo na vida errada, como posso me salvar? A morte de Jesus não produz fruto em mim se eu não correspondo com uma vida em Deus.
A pergunta decisiva: são poucos os que se salvam?
Então surge a pergunta:
“Senhor, são poucos os que se salvam?”
E Jesus responde: “Fazei todo o esforço para entrar pela porta estreita, porque muitos tentarão e não conseguirão.”
A porta estreita e o esforço necessário
Jesus não diz que poucos tentarão, mas que muitos tentarão e não conseguirão. Isso mostra a seriedade do caminho da salvação. Exige esforço, conversão e perseverança.
O domingo é o dia do Senhor. É dia de missa, de oração, de viver a fé.
Mas, olhando ao redor, quantos realmente vivem isso? Igrejas com poucos, enquanto muitos estão em outras atividades.
Olhe para sua família: quem realmente vive a fé? Quem reza, quem busca Deus?
Na maioria das vezes, os fiéis são poucos.
A ilusão após a morte
Depois que alguém morre, logo dizem: “Está no céu.”
Mas viveu longe de Deus, não rezava, não buscava conversão. Como afirmar isso?
No trabalho, quantos vivem de forma justa e fiel?
E quantos vivem em desonestidade, adultério e incoerência.
Em muitos ambientes, especialmente acadêmicos, há forte influência do ateísmo e materialismo.
Isso afeta diretamente a fé das pessoas, especialmente dos jovens.
Bondade sem Deus: um perigo
Muitos dizem: “Era uma pessoa boa.” Mas o que é ser bom? Sem Deus, a bondade não basta.
O próprio Jesus diz: “Eu não te conheço” para quem não viveu o que ouviu. Há pessoas que começam bem, mas não perseveram. E Jesus foi claro: “Quem perseverar até o fim será salvo.
Jesus fala que alguns estarão dentro e outros fora.
E “fora” não é outro lugar neutro: é o inferno.
A reflexão de São Leonardo de Porto Maurício
Esse santo dizia: o importante não é saber quantos se salvam, mas perguntar:
“Eu estou entre os que se salvam ou entre os que se perdem?
Essa é a pergunta final: você está vivendo uma vida de santidade?
Ou está apenas seguindo o fluxo do mundo
A realidade nas diferentes fases da vida
Entre adolescentes, jovens, adultos e idosos, quantos vivem com Deus?
A maioria ou a minoria? Olhe ao seu redor: ruas, praças, rotinas.
Compare com a vivência da fé.
Se alguém insiste que todos se salvam, pode ser que esteja evitando encarar a verdade, ou tentando justificar uma vida que precisa de conversão.

