Essa resposta pode estar na própria mensagem de Fátima, na qual Nossa Senhora denunciou que os males provenientes da Rússia seriam espalhados pelo mundo, e que o rosário seria o remédio para salvar as almas.
E, mais grave ainda, teria ingressado também dentro da Igreja por meio de ideologias nefastas, como o comunismo, o socialismo e tantas outras forças do mal que procuram invadir a Igreja.
O Papa São Paulo VI tinha razão quando afirmou, em 29 de junho de 1972, a célebre frase: “Diríamos que, por alguma fresta — não, não é misteriosa; por alguma fresta — a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus.”
E, de fato, após o afastamento do Papa Bento XVI, a Igreja tem sofrido muito, sobretudo com interferências vindas de dentro da própria Igreja.
Perseguição a quem reza o Rosário e motivos explicados por Nossa Senhora
No Brasil, várias frentes têm começado a rezar o rosário. No entanto, o Frei Gilson e o Instituto Hesed têm se destacado por conduzirem momentos de oração durante a madrugada.
E, por isso, vemos não apenas a esquerda progressista e comunista atacando essas iniciativas, mas também padres dentro da própria Igreja incomodados com esse movimento.
Mas isso não deveria nos assustar, porque Nossa Senhora já havia alertado sobre essa realidade.
Em uma de suas últimas entrevistas, concedida ao Padre Agustín Fuentes, a Irmã Irmã Lúcia, última vidente de Fátima, afirmou de maneira enfática que o demônio estava travando uma batalha decisiva contra a Virgem Maria.
Queda dos consagrados é o que mais ofende a Deus
Ela explicava que essa luta final não aconteceria apenas em grandes eventos geopolíticos, mas também no silêncio das almas e dentro das famílias.
Segundo a irmã Lúcia, o mal sabe que aquilo que mais ofende a Deus e mais arrasta almas para a perdição é a queda dos consagrados.
Quando sacerdotes, religiosos e religiosas se perdem, o rebanho fica desorientado. E é justamente nessa vulnerabilidade que a batalha espiritual se intensifica.
A mensagem era clara e, de certa forma, assustadora. Não deveríamos esperar que um chamado à penitência viesse obrigatoriamente das hierarquias ou das instituições da Igreja.
A vidente Lúcia deixava sobre os ombros de cada fiel a responsabilidade individual pela própria santificação, sugerindo que a ajuda viria diretamente do Céu ao coração de quem verdadeiramente a buscasse.
A parte mais profunda dessa entrevista reside na revelação do que Lúcia chamou de “os dois últimos remédios dados ao mundo”. Ela explicou ao Padre Fuentes que, diante da decadência da fé, Deus ofereceu ao mundo o Santo Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Segundo ela, não haveria outros remédios além desses.
Esses seriam os únicos remédios para a salvação do mundo. A vidente destacou que a Virgem Maria concedeu ao Rosário uma nova eficácia, tornando-o capaz de resolver não apenas problemas espirituais, mas também dificuldades temporais, familiares e até nacionais que antes pareciam insolúveis.
Para a irmã Irmã Lúcia, o Santo Rosário deixava de ser uma oração mecânica para se tornar a arma de resistência do fiel comum, uma corrente que une a terra ao Céu quando todas as outras pontes parecem rompidas.
O inferno é real e Nossa Senhora provou isto para refutar aqueles que não creem
Por outro lado, na mesma aparição em Fátima, Nossa Senhora mostrou o inferno aos três pastorinhos, e o motivo não poderia ser menos grave.
Em 13 de julho de 1917, a Virgem Maria revelou aquela visão como um alerta urgente sobre as consequências do pecado e sobre a necessidade da conversão.
A visão tinha como objetivo despertar nas almas a oração, o sacrifício pela salvação dos pecadores e a reparação pelos pecados cometidos contra Deus.
O mais preocupante é que a descrença na existência do inferno tem crescido drasticamente, sobretudo em setores do próprio clero. E isso é extremamente grave, porque negar o inferno significa atingir diretamente verdades centrais da fé católica, como a justiça divina, o livre-arbítrio humano e a própria necessidade da salvação em Jesus Cristo.
A heresia é definida pela Igreja como a negação obstinada de uma verdade que deve ser crida pela fé. Portanto, creiam ou não alguns homens modernos, a doutrina católica não deixa margem para dúvidas: a existência do inferno é uma verdade de fé proclamada pela Igreja com autoridade e clareza ao longo dos séculos.
O inferno não é uma metáfora ou recurso pedagógico
Não se trata de uma metáfora ou apenas de um recurso pedagógico, mas de uma realidade eterna para a qual se encaminham livremente aqueles que morrem em estado de pecado mortal sem arrependimento.
O teólogo dominicano Réginald Garrigou-Lagrange resume essa doutrina com precisão ao afirmar: “A Igreja, no Credo dito de Santo Atanásio e em múltiplos Concílios, afirma como dogma de fé a existência do inferno e a eternidade das penas, bem como a desigualdade das penas proporcionais à gravidade das faltas cometidas e não reparadas pelo arrependimento.”
Assim, a mensagem de Fátima não foi apenas um convite à devoção mariana, mas também um forte chamado ao arrependimento, à conversão e à fidelidade ao Evangelho.
Concluindo
Diante de tudo isso, a mensagem de Fátima continua mais atual do que nunca. Em um mundo marcado pela confusão espiritual, pela relativização do pecado e pelo enfraquecimento da fé, Nossa Senhora aponta novamente para os mesmos caminhos: conversão, penitência, oração e fidelidade a Deus.
O Rosário não é apenas uma devoção antiga, mas uma arma espiritual para tempos de crise.
Da mesma forma, a visão do inferno dada aos três pastorinhos não foi um espetáculo de medo, mas um apelo de amor e misericórdia para que as almas retornem a Deus antes que seja tarde.
Enquanto muitos tentam silenciar essas verdades ou transformá-las em simples símbolos, a mensagem de Fátima permanece firme, recordando à humanidade que existe uma batalha espiritual real acontecendo diante dos nossos olhos. E, nessa batalha, cada fiel é chamado a escolher entre a indiferença do mundo ou a fidelidade a Cristo.
Por isso, mais do que nunca, é tempo de voltar à oração, à confissão, à Eucaristia e ao Santo Rosário.
É tempo de reparar os pecados, fortalecer as famílias e permanecer fiel à verdade da fé católica, mesmo em meio às perseguições e incompreensões.
No fim, permanece a promessa que atravessa os séculos e sustenta a esperança dos fiéis: o Imaculado Coração de Maria triunfará.









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